2/01/2008

Novos Blogs

Meus caros, mudei-me para outras bandas.
A partir de hoje podem encontrar-me em: http://som_das_letras.blogs.sapo.pt e em http://my_vision_of_the_world.blogs.sapo.pt

Beijos

1/30/2008

Livros Digitais

A Amazon lançou um novo brinquedo: o Kindle.
O Kindle não passa de um aparelho que serve para a leitura de livros digitais e que voltou a colocar em cima da mesma a grande questão do futuro dos livros.
Segundo a revista mensal "Os Meus Livros" o Kindle é 'mais do que um leitor de e-books (...) é um dispositivo de papel electrónico que permite ler, armazenar em biblioteca e comprar milhares de livros, bem como assinar e receber as edições electrónicas de vários jornais, revistas e blogs.'
Ainda neste mesmo artigo da revista "Os Meus Livros" (já agora falo da revista de Janeiro de 2008, há algumas opiniões de editores portugueses, como é o caso de Francisco Vale, editor da Relógio D'Água. Francisco Vale diz, a páginas tantas, que 'o Kindle será mais um passo na concorrência que os e-books fazem ao livro impresso, mas não altera (...) a necessidade de uma ligação ao livro em papel. O tacto, o cheiro, a relação com o livro enquanto objecto são aspectos que continuam a prevalecer. Mas é possível que daqui a algumas gerações o livro impresso seja apenas procurado por pessoas que não abdicam desses aspectos, podendo vir a constituir um nicho de mercado.'
Da mesma opinião é Vasco Teixeira, presidente da Porto Editora, acredita 'que haverá sempre lugar para o papel, por mais que evolua a tecnologia. Dos que gostam de ler, há muitos que, mesmo que sejam utilizadores de suportes tecnológicos, continuam a apreciar o cheiro do livro, o tacto, e que não dispensam a relação com o objecto.'
Na opinião de Paula Patrício, a grande autora deste blog (sim, sou grande ... mas não grandes coisas), podem vir Kindles ou outras coisas que tais, mas nada irá fazer morrer a minha paixão pelos livros e penso que todos os grandes amantes da leitura, por mais modernos que sejam e por mais abertos às novidades que sejam, não vão deixar de ter um livro nas mãos e passar a ler através de um sistema electrónico.

1/28/2008

1, 2, 3 .... 10 - dizem que contar até 10 faz bem. Será?!



1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10 ....
Dizem que contar até 10 dá certo para não explodir de tédio e de raiva.
Ok. Já contei e não deu certo. Da maneira como ando nem contando até 1000 este tédio passava.
Posso partir a cara a alguém?!

Hoje estou mesmo com os azeites ... anda uma gaja a levantar-se todos os dias e acaba de mau humor, farta do sítio onde está?
Não há maneira de receber a bendita agenda que muitas óptimas colegas já receberam ...
Espero ser a próxima!

1/17/2008

Feliz Dia das Amigas

Os Açores e os açorianos estão sempre em festa!
Segundo a tradição, as quatro quinta-feiras que antecedem a terça-feira de Carnaval, são celebradas com muito convívio e folia entre amigos, amigas, compadres e comadres.
Esta é uma tradição única em todo o país que ninguem sabe ao certo desde quando se faz isso.
Segundo Manuel Ferreira, escritor e investigador, estes dias já se celebravam no final do século XIX e que, ainda hoje, muitos emigrantes a mantêm viva.

Hoje é dia dos senhores ficarem em casa. Aliás, para além dos empregados de mesa (e os strippers) não se vê homem numa sala de restaurante ou numa discoteca. Hoje a noite é só das mulheres.
Os homens respeitam religiosamente este dia e desde as jovens às menos jovens, casadas ou solteiras, juntam-se em grupos, jantam juntas, desinibem-se sem olhar para o relógio e os bares e restaurantes fazem tudo para não as desiludirem.

No dia a seguir, os patrões até fecham os olhos à hora de chegada ao serviço e, em geral, os homens, apesar de quererem aparentar um ar desinteressado, tudo fazem para ir sabendo nas entrelinhas o que se passou na véspera. As reportagens fotográficas publicadas na revista Açores de domingo (revista do Açoriano Oriental) fazem com que esgote nas bancas.

Oh terra linda que é a minha!
Sempre em festa!!!

Minhas amigas,
Quero enviar-vos um grande beijo com muita saudade de todas

1/16/2008

Fim de tarde nos Açores



Num súbito momento de inspiração, à saída das Furnas a caminho de Ponta Delgada, num regresso a casa de mais um dia nos Açores com chuva, eis que se depara com uma imagem como esta.
Pára o carro! Esta tem que ficar guardada!
Um fim de tarde na Lagoa das Furnas ...

Mais palavras para quê?
É a minha terra!

1/15/2008

O Sétimo Selo, José Rodrigues dos Santos


"When He broke the seventh seal, there was silence in heaven"

"Quando Ele quebrou o sétimo selo, fez-se silêncio no céu."

"Bem-aventurado aquele que lê e os que ouvem as palavras desta profecia e guardam as coisas que nela estão escritas, porque o tempo está próximo (...) É aqui que é preciso sabedoria. Quem for dotado de inteligência calcule o númeronda Bestam, porque é o número do homem, e o seu número é: seiscentos e sessenta e seis."

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"- João escreve o seguinte: 'Vi, na mão direita do que estava sentado sobre o trono, um livro escrito por dentro e por fora, selado com sete selos.'
- Um livro com sete selos?
- Sim. Na verdade, intitula-se o LIvro dos Sete Selos. Na descrição de João, Cristo dirigiu-se ao trono e recebeu de Deus esse livro. Foi nessa altura que Jesus, apresentado com a forma de um cordeiro, começou a quebrar os selos um a um.
(...)
- Os primeiros quatro selos fizeram aparecer quatro cavaleiros destruidores. São os quatro cavaleiros do Apocalipse. Um é um conquistador, os outros são portadores da fome, da guerra e da morte. O quinto selo fez aparecer os mártires e o sexto trouxe um terramoto e outros terríveis cataclismos destinados a punir os pecados da humanidade. (...) É então que o texto apresenta a frase fatídica.
(...)
- (...) Quando Ele quebrou o sétimo selo, fez-se silêncio no céu.
- Muito bem (...) Na Bíblia vem escrita essa frase. Cristo quebrou o sétimo selo do Livro dos Sete Selos. E depois? O que aconteceu depois?
(...)
- João viu trovões, relâmpagos e terramotos por toda a parte. Na terra e no mar são lançados fogo, saraiva e sangue, tomando inabitável um terço do planeta. Cai uma estrela do céu e o Sol fica obscurecido pela fumarada. Numa extinção em massa, parte da humanidade e da vida desaparecem (...) Em resumo, começa o apocalipse."

in, O Sétimo Selo, José Rodrigues dos Santos

1/09/2008

A menina que nunca chorava, Torey Hayden


Em Dezembro, no meio das inevitáveis compras de Natal, fiquei encarregue de encontrar uma prenda para a Cláudia, uma colega de trabalho.
Como um livro é sempre uma boa oferta para se dar a quem gosta de ler, mesmo sendo uma oferta previsível, fui à busca de um que poderia agradar à Cláudia.
Entre uns títulos mais comerciais do que outros, encontrei um que me chamou à atenção - A menina que nunca chorava, de Torey Hayden.
Nunca tinha ouvido falar na escritora e só soube que tinha mais livros publicados porque, ao lado do A menina que nunca chorava, estava A criança que não queria falar.
Li o resumo do livro e a história cativou-me. É um tipo de literatura que habitualmente não leio mas fiquei encantada com a história. Primeiro por ser verídica e segundo por ser tão didáctica.
A menina que nunca chorava é uma história verídica escrita por Torey Hayden, uma professora de educação especial que, passado alguns anos após uma experiência de vida com uma das alunas (Sheila), resolveu procurar esta menina e saber o que tinha sido feito dela. Teria continuado a mesma menina que chegou à sua sala suja e calada?! Será que Sheila se recordava da presença e da importância que Torey teve na sua vida quando tinha apenas 6 anos de idade?
O livro é maravilhoso. Foi pena eu ter lido este primeiro porque A menina que nunca chorava é uma continuação do A criança que não queria falar.

Inicialmente, Torey Hayden não intencionava escrever uma sequela de A criança que não queria falar. Quando A criança que não queria falar foi publicado, o seu editor pensou que a vida de Sheila era tão obscura e tão triste que seria melhor não se falar mais sobre ela. Torey também pensou o mesmo porque o livro tinha deixado o leitor na esperança do final "e viveram felizes para sempre".

Ainda bem que escreveu!

Sheila é uma prova viva que, mesmo sendo mal tratada, tendo uma vida miserável, não tendo sido amada pelos pais em criança, podemos ser bons adultos, apesar de Sheila ter sempre em si a sua irreverência e fazer apenas o que realmente quer.

Não poderia acabar este desabafo sem dar a indicação do site oficial de Torey Hayden - www.torey-hayden.com. Lá poderão saber mais sobre as obras mencionais, bem como de outras que deverão ser verdadeiramente cativantes.